Autoavaliação - Santiago Dellape

AUTOAVALIAÇÃO - SANTIAGO DELLAPE


1 - O que aprendi neste semestre?


Talvez eu não tenha aprendido isso exatamente neste semestre, mas com certeza ele serviu para consolidar outra vez o entendimento de que o aprendizado é – e deve sempre ser – um processo contínuo, ininterrupto. Encaro com naturalidade esse movimento de voltar aos bancos do Departamento como aluno especial na Graduação logo após ter concluído o Mestrado no PPG-CEN, ainda que essa inversão da ordem natural possa carecer de lógica aparente. Muitíssimo grato em primeiro lugar pela oportunidade de poder cursar a disciplina como aluno especial, uma vez que o aceite da matrícula nestes casos é, de praxe, uma decisão exclusiva e discricionária do professor. Na prática, ter cursado Teatralidades Brasileiras nesse momento de minha trajetória acadêmica foi quase como experimentar uma extensão da disciplina Metodologia e Pesquisa, também ministrada pelo Prof. Marcus como disciplina obrigatória do fluxograma do PPG-CEN, uma vez que ambas possuem muitos pontos de contato em comum, no que tive oportunidade de revisar e fixar conceitos importantes para compreender a teatralidade sob a ótica contemporânea. Ter participado da disciplina foi bastante oportuno para exercitar a prática da escuta, não apenas do conteúdo programático trazido pelo professor, mas também das vivências e ensinamentos compartilhados afetuosamente pelos colegas. Posso dizer que, graças à dinâmica dos seminários proposta pela ementa da matéria, neste semestre pude me aprofundar bastante num melhor conhecimento sobre Teatro do Oprimido, teatro musical, danças circulares do Cerrado e sobre o fazer teatral de artistas brasilienses como Alexandre Ribondi e a Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo. Sobre esta última tive a oportunidade ímpar de me debruçar na pesquisa sobre a história do grupo, fosse através de bibliografia, fosse produzindo material primário, como a entrevista exclusiva com o comediante Ricardo Pipo, que publiquei em cinco partes no blog da disciplina. Meu desejo agora é buscar um periódico de Artes Cênicas que se disponha a publicar essa entrevista, que acredito ter informações relevantes para pesquisadores e estudiosos da nossa área, de forma que assim o ciclo do conhecimento mantenha sua continuidade.



2 - No que tive maiores dificuldades?


Minha maior dificuldade foi mesmo de ordem prática, pelo fato de ter que conciliar a disciplina com outras atividades, inclusive com uma segunda disciplina do Departamento que acontece nos mesmos dias da semana ​​– segunda e quarta-feira (Voz e Palavra, com o prof. César Lignelli) –, o que fez com que eu chegasse atrasado em algumas aulas. Infelizmente por conta desse cronograma apertado não pude estar presente na apresentação do seminário de danças circulares do Cerrado, que parece ter sido fantástica, uma grande pena, peço desculpas ao grupo!



3 - Como foi minha participação no curso? Quais foram as formas pelas quais contribui ou participei do curso?


Creio que tive uma participação regular no curso, tendo mantido uma boa frequência e faltado em raríssimas ocasiões. Fiz intervenções e questionamentos pontuais quando achei que devia, e penso ter levantado um bom debate na turma acerca da reflexão sobre o gênero de teatro besteirol, muitas vezes desmerecido e invisibilizado pela Academia, a partir do bem-vindo estudo de caso de uma companhia nossa conterrânea, Os Melhores do Mundo. Apesar das dificuldades, acho que consegui manter uma boa e regular média de postagens no blog da disciplina, com destaque para a entrevista com Ricardo Pipo – que, inclusive, foi bem mais extensa do que o conteúdo publicado, mas que acabou ficando melhor editada daquela forma, dividida em cinco postagens que se complementam e se interligam umas às outras.



4 - O que eu poderia ter feito de diferente?


Acredito que eu poderia ter desfrutado mais do coletivo e das trocas, mas entendo que os colegas não tenham se empolgado muito com a perspectiva de trabalhar num seminário sobre o besteirol dos Melhores do Mundo, e reconheço que fiquei apegado ao tema pelo interesse mesmo que tenho nele. Poderia também ter feito uma segunda entrevista com Ricardo Pipo, como planejado, mas fomos prejudicados pela agenda de apresentações dele Brasil afora.



5 - Espaço para você escrever o que você quiser a partir de sua experiência nesta disciplina, como sugestões de atividades, indicações de outras possibilidades, etc.


Achei muito interessante a proposta de alguns grupos que envolveram o coletivo ao final de suas apresentações, com demonstrações práticas dos conceitos abordados, como os grupos dos seminários de teatro musical e Teatro do Oprimido. Creio que essa proposta poderia ser adotada como metodologia e regra geral dos seminários: que todos fossem necessariamente finalizados com uma atividade prática para melhor fixação dos conteúdos abordados.

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